sábado, 5 de agosto de 2017

Polícia espera acelerar investigação após confirmação da identidade das vítimas de chacina em Caxias

Resultados foram compatíveis com as amostras dos familiares procurados pela Delegacia de Homicídios

Exame confirmou Tatiane Teixeira, seu filho Anderson Maciel e a namorada dele, Emily da Silva, como vítimas - Foto: Divulgação

A Delegacia de Homicídios de Caxias do Sul espera receber na próxima semana o resultado do exame de DNA que confirma as identidades das quatro vítimas carbonizadas durante uma chacina no bairro Pioneiro no dia 11 de junho. O Instituto Geral de Perícias (IGP) concluiu e remeteu o laudo no dia 28 de julho. Contudo, a documentação ainda não chegou nas mãos do delegado Rodrigo Kegler Duarte. A identificação oficial das vítimas era considerada essencial para prosseguir a investigação da autoria e motivação do crime. As informações são do Jornal Pioneiro.

Todas as amostras colhidas de familiares foram compatíveis e confirmaram que as vítimas são Anderson Teixeira Maciel, 17 anos, a mãe dele, Tatiane Teixeira, 36, a namorada do rapaz, Emily Conceição da Silva, 16, e Adriano Slongo, 34, apontado por moradores da Rua João D'Andréa como responsável pela casa atacada, apesar de não ser o proprietário oficial do imóvel.

De acordo com o IGP, um exame de costuma demorar entre 60 e 90 dias. Como o laudo só é feito em Porto Alegre, a velocidade da resposta surpreendeu até o coordenador regional Airton Kraemer.

— Havíamos solicitado prioridade para este caso e fomos atendidos — comemora o perito de Caxias do Sul.

Disputa pelo tráfico

Com quatro vítimas baleadas e incendiadas, uma crueldade e violência incomum para Caxias do Sul, a chacina do bairro Pioneiro reforça o receio de que facções da Região Metropolitana estejam subindo a Serra. Para a Delegacia de Homicídios, o crime tem características de disputa de território pelo tráfico de drogas. O incêndio, provavelmente, teve a intenção de destruir aquele ponto de vendas.

Familiares de Anderson e Tatiane relataram que o jovem era usuário de drogas e teria ido até a residência para comprar maconha. Sua mãe e namorada o teriam seguido para evitar que o rapaz seguisse no vício. Foi quando houve o ataque criminoso. Parentes de Emily, que moram em outra região da cidade, lamentam que a adolescente estava no local errado e na hora errada.

Segundo relato da vizinhança do bairro Pioneiro, a quarta vítima seria o homem responsável por vender drogas na casa que era utilizada como ponto de tráfico há anos. Adriano Slongo era natural de Maximiliano de Almeida e tinha diversas passagens na polícia, principalmente em Erechim. Sua ficha inclui dois homicídios, receptação, posse ilegal de arma de fogo e roubo. Em Caxias do Sul, Slongo havia sido preso por receptação em outubro de 2015.

GAÚCHA

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