terça-feira, 1 de agosto de 2017

Brigada cerca área e usa helicóptero em buscas a grupo que explodiu bancos em Gramado Xavier

Investigação preliminar identifica que o ataque foi realizado por um experiente assaltante de bancos que age no Rio Grande do Sul

Policiais fazem buscas em um matagal na região do Vale do Rio Pardo - Foto: Brigada Militar - Divulgação

Ganhou reforço do helicóptero da Brigada Militar (BM) a busca aos responsáveis por uma série de explosões no município de Gramado Xavier, no Vale do Rio Pardo, no último sábado. Mais de 72 horas depois,  policiais ainda cercam localidades no interior de Barros Cassal, onde foram localizados os carros usados nos crimes.
O cerco foi ampliado após um morador da região ver, na segunda-feira, cinco homens armados correndo no matagal na localidade de Passo das Tropas. Dois deles carregavam armas longas, que seriam fuzis, e outros três, pistolas. Viaturas de Gramado Xavier, Boqueirão do Leão, Barros Cassal, do Batalhão e do Pelotão de Operações Especiais de Santa Cruz do Sul e policiais da inteligência da Brigada fazem o cerco.

Até agora, ninguém foi localizado. As buscas devem seguir ao longo do dia. Na manhã desta terça-feira (1º), os policiais invadiram o matagal, mas ainda não viram os bandidos.

— Não é um trabalho fácil, já que é uma área muito grande, estimamos que uns seis quilômetros, onde encontramos campo aberto, capões e declives acentuados — detalha o soldado Ancelmo Fraga, que coordena a BM de Gramado Xavier, e que está envolvido nas buscas desde o dia da ocorrência.

Até agora, dois carros foram encontrados - uma Ecosport e uma Duster. Nos dois veículos, os policiais encontraram pregos retorcidos, explosivos e mantimentos. Acredita-se que a quadrilha levava esses produtos por estar preparada para fuga no mato.

Ecosport foi encontrada e carregava um explosivo Foto: Brigada Militar / Divulgação

Quadrilha experiente pode ter planejado o ataque
Para a Polícia Civil, por trás da violenta ação está um criminoso investigado e até condenado por outros roubos a bancos. É Ivo Francisco dos Santos Assis, o "Ganso Baio", que está foragido desde 2012. As características do crime levam os investigadores a acreditar nesta possibilidade.

— Cada crime tem peculiaridades, que preferimos não divulgar, mas que nos levam a acreditar que é da quadrilha dele (Ivo). Temos ainda outras investigações em andamento que indicam isso — comenta o delegado João Paulo Abreu, da Delegacia de Roubos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Bandido conhecido como "Ganso Baio" estaria por trás das explosões que acordaram a cidade no sábado Foto: Polícia Civil

O experiente bandido aparece em investigações por explosões em São Sepé, Progresso, Cerro Grande do Sul e Encruzilhada do Sul. Ainda há outras em que a participação dele é apurada.

Chama a atenção da polícia que o bandido consegue se esconder. Ele é considerado atualmente um dos principais alvos das investigações da Delegacia de Roubos do Deic.
— Existem criminosos que conseguem não dar pistas de onde eles estão. Tem alguns que são mais cautelosos. Ele (Ivo) parece ser assim — informa o mesmo delegado.

O principal objetivo da Polícia Civil, neste caso, é conseguir provas contra o grupo. Policiais do Deic trocam informações com agentes da região desde o dia do crime.

O crime
Cinco estabelecimentos comerciais, incluindo duas agências bancárias, foram atacados por criminosos no início da madrugada do sábado (29), em Gramado Xavier, no Vale do Rio Pardo. O grupo utilizou explosivos para assaltar as agências do Banrisul e do Sicredi, uma lotérica, uma farmácia e uma loja de roupas.

Agência do Sicredi ficou destruída na ação dos bandidos Foto: Brigada Militar / Divulgação

Segundo a Brigada Militar, seis criminosos armados e vestindo toucas, roupas militares e coletes balísticos chegaram ao local em uma EcoSport cor prata por volta de 0h10min. Ao chegar perto dos estabelecimentos alvo, o bando rendeu um casal que estava em um veículo e o levou a pé até próximo das agências.
Outras três pessoas que passaram pelo local no decorrer do assalto também foram rendidos. Os reféns foram mantidos na rua durante as explosões, como escudo humano.
A ação durou cerca de 40 minutos e levou medo aos moradores. Os bandidos atiravam diversas vezes, para assustar quem estivesse por perto.
— Foram instantes de bastante pânico de moradores. Pessoa que estava próximo acordou com os estrondos e ruídos. Foram vários tiros, com objetivo de intimidar as pessoas para que não houvesse nenhuma reação — detalhou o soldado Fraga no dia do crime.
Ainda não se sabe o tamanho total do prejuízo. O ataque ocorreu a 500 metros da unidade da Brigada Militar no município.

Duster usada pelos bandidos também foi localizada durante o cerco Foto: Brigada Militar / Divulgação

ZERO HORA

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