sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Assassino teria usado celular de homem esquartejado em Caxias para despistar amigos e familiares

Informações extra-oficiais reforçam cada vez mais que morte envolve trama passional

Pedaços do corpo foram deixados em um contêiner na Rua Sinimbu na terça-feira. - Foto: Diogo Sallaberry /Agencia RBS

Detalhes sobre o caso de homem que teve o corpo esquartejado em Caxias do Sul estão vindo à tona e indicam cada vez mais que o assassinato envolve uma trama passional. A Polícia Civil mantém a investigação sob sigilo. As informações são do jornal Pioneiro.

Natural de Santa Maria, a vítima morava em Caxias do Sul havia pouco mais de dois meses e estava iniciando uma relação amorosa com uma mulher. Um ou dois dias antes de desaparecer, o santa-mariense teria marcado um encontro com essa mulher, que já enfrentava problemas de relacionamento com um ex-companheiro e havia solicitado medida protetiva. Contudo, a vítima não apareceu no local combinado e deixou de manter contato com a mulher.

Na manhã de quarta-feira, horas depois de o corpo esquartejado ter sido encontrado num contêiner de lixo da Rua Sinimbu, perto da Praça da Bandeira, no bairro São Pelegrino, um amigo garante ter conversado com a vítima pelo WhatsApp. Na conversa, o santa-mariense disse que havia recebido uma proposta de emprego e iria embora para Natal (RN). Supostamente, seria o assassino usando o celular da vítima para despistar familiares e conhecidos. Após isso, o aparelho foi desligado.

— Não duvidei que era o meu amigo, porque sabia das informações sobre Natal. À noite (de quarta-feira), um conhecido me chamou para dizer que ele havia sido assassinado e me mandou fotos do corpo. Não acreditei — conta a testemunha.

Outro detalhe da trama é a tentativa do assassino de dificultar a identificação da vítima: o criminoso teria tentado apagar uma tatuagem que apontava o nome de uma pessoa. Esse desenho foi feito pelo santa-mariense para homenagear um amigo que lhe ajudou a se livrar de processos na Justiça. A vítima estava em liberdade provisória desde maio de 2014. Ele tinha 10 acusações por estelionato e também passagem por apropriação indevida, mas teria sido inocentado na Justiça, segundo conhecidos.

Amigos do homem afirmaram ao Pioneiro que o santa-mariense veio para Caxias do Sul com um filho pequeno — ele estaria separado da companheira. Antes de se mudar para a Serra, ele morou em Florianópolis (SC). Em Caxias, trabalhava como instalador de antenas. No Facebook, a última postagem do homem foi feita na manhã de domingo. A polícia não informou se a criança ainda estava morando com ele.

Apreciador de jogo de cartas, o homem tinha um desenho de um ás de espada do baralho espanhol tatuado no braço, o que foi fundamental para apontar a identificação extra-oficial. Imagens de câmeras próximas de onde o corpo foi encontrado foram analisadas, mas o conteúdo não é tão claro, segundo a polícia. A investigação supõe que os membros foram deixados no contêiner entre 21h30min e 23h de terça-feira.

A reportagem tentou contatar a mulher com quem o santa-mariense se relacionava, mas ela não respondeu aos recados e desligou o telefone. O nome da vítima está preservado pelo Pioneiro, pois ainda não há confirmação da identidade, o que só deve ocorrer por meio de um exame de DNA.

PIONEIRO

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