quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Aproximação de motorista do Uber com mulher de presidiário teria motivado assassinato, revela polícia

Polícia prendeu um dos suspeitos e identificou os outros envolvidos.

Carro da vítima não foi levado pelos bandidos, que tentaram atrapalhar a investigação - Foto: Polícia Civil

O assassinato do motorista do Uber Deivisson Pontes Ferreira, 28 anos, é tratado pela Polícia Civil como um caso passional. A investigação aponta que a vítima teria se aproximado da mulher de um detento do Presídio Central. Por causa da relação entre os dois, o preso teria se irritado ao saber e ordenou a execução.

Do lado de fora da cadeia, o irmão do detento teria organizado uma emboscada. No dia do crime, 26 de julho, ele teria ligado para o motorista, pedindo uma viagem fora do aplicativo no Conjunto Habitacional do bairro Cavalhada. De lá, o motorista dirigiu até o Beco Pedro Rodrigues Bitencourt, no bairro Vila Nova, onde foi atingido por vários tiros.

O motorista do Uber já estava com medo do destino daquela que seria sua última corrida. Ele mandou um áudio para amigos e familiares, alertando sobre o risco da viagem.

— No áudio, ele diz o nome das pessoas que estariam envolvidas e fala do medo que sentia. Essa é uma das provas do nosso inquérito — comenta o delegado Eibert Moreira Neto, que coordenou a investigação pelo Departamento de Homicídios.

Depois de matarem Ferreira, os criminosos fugiram deixando no local o carro, um Gol preto emplacado em Santa Catarina. Eles levaram carteira e celular. O objetivo dos criminosos era que o telefone não fosse encontrado pela polícia, já que a solicitação da corrida foi através do aparelho. Eles não contavam, no entanto, com o alerta da vítima.

— Eles queriam, de alguma forma, atrapalhar a investigação. Foi um mecanismo que ele usou para dificultar a chegada ao nome dele — detalha Moreira Neto.

O delegado já tem o nome dos principais envolvidos. O preso que teria ordenado a execução já está cumprindo pena por outro homicídio. O irmão dele é considerado foragido, já que contra ele há um mandado de prisão temporária em aberto. Falta identificar ainda o terceiro homem que estava no carro.

A polícia garante ter uma série de provas da participação dos homens identificados no crime.

ZERO HORA

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