sexta-feira, 14 de julho de 2017

Presos gravam confusão e reação da BM dentro do Presídio Central

Imagens foram feitas na tarde dessa quinta-feira.

BM faz vistoria durante esta sexta-feira atrás de celulares - Foto: Reprodução

Um vídeo gravado por presos dentro de uma das celas do Presídio Central de Porto Alegre mostra a confusão entre detentos no pátio da instituição, na tarde dessa quinta-feira (13). Nas imagens, os detentos do pavilhão B aparecem com pedras na mão, jogando contra os muros do presídio, e gritando, em coro, o nome de uma facção criminosa.

Conforme o tenente-coronel Marcelo Gayer, diretor do presídio, o tumulto teve início após o desentendimento entre membros de duas facções criminosas durante a revista de rotina no presídio. Depois disso, a Brigada Militar agiu com balas de borracha e bombas de efeito moral e conseguiu acalmar os ânimos sem que ninguém ficasse ferido.

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"É sabido já de todos que há uma animosidade entre duas facções criminosas no nosso Estado e Capital. Alguns dos membros desses grupos começaram xingamentos pelo pátio e janela. Ontem, estavam meio exaltados e começaram a jogar pedras do pátio contra pavilhão onde estava facção rival", relata o diretor.

Depois disso, a Brigada Militar identificou os presos envolvidos na confusão. Eles vão responder a Processo Administrativo Disciplinar, aberto ainda ontem.

Os PMs também identificaram os presos que gravaram o vídeo da confusão. No entanto, o celulares deles ainda não foi retirado. O motivo, segundo o comandante do Batalhão de Operações Especiais (BOE), é que a revista estrutural no pavilhão F ainda está sendo realizada. Ele garante que vários celulares já foram apreendidos em uma nova revista feita hoje.

O diretor do presídio afirma que policiais estão na revista desde as 6h de hoje, com efetivo maior do que o habitual. O objetivo é encontrar mais celulares que possam estar com presos.

Conforme Gayer, está sendo difícil controlar a entrada de aparelhos por causa do grande número de arremessos de celulares por cima dos muros. Mesmo assim, ele acredita que 80% dos arremessos sejam frustrados por policiais. De acordo com ele, o que ocorre no presídio "é um jogo de gato e rato o tempo todo".

Fonte: Gaúcha

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