terça-feira, 4 de julho de 2017

Polícia acredita que mulher morta na zona norte de Porto Alegre não era alvo inicial dos bandidos

Anelissa Rodrigues, 29 anos, foi assassinada a tiros na última quinta-feira, no bairro Rubem Berta

A investigação do Departamento de Homicídios sobre o assassinato de Anelissa Rodrigues, 29 anos, no bairro Rubem Berta, na zona norte de Porto Alegre, aponta que ela foi mais uma vítima de disputas ligadas ao tráfico de drogas, mesmo que não tivesse antecedentes ou ligações com a criminalidade.

A mulher caminhava pela Rua Domênico Feoli, na noite da última quinta-feira (29), quando bandidos em um carro passaram e roubaram os celulares dela e de outros dois homens e duas mulheres. Depois, os mesmos criminosos deram uma volta na quadra, encontrando novamente o grupo e abrindo fogo contra ele.

Anelissa foi atingida, encaminhada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Apesar do roubo do celular, a delegada Luciana Smith considera que o crime não é um latrocínio – roubo com morte.

– A princípio foi um homicídio, mesmo com a subtração dos celulares. O aparelho foi a ocasião, mas a motivação não está vinculada – comenta a delegada.

Nas redes sociais, amigos e familiares lamentam a morte de Anelissa, que se apresentava como corretora de imóveis. Eles dizem que ela foi atingida por uma bala perdida. Para a polícia, no entanto, quem atirou assumiu o risco de matá-la.

O namorado de Anelissa, Crhistian Silva, postou no dia seguinte ao crime a seguinte mensagem:

"Manda força aí de cima, minha veia (sic). A dor, o ódio, a raiva me matam por dentro. Tô tentando ficar firme, temos 2 filhos que agora precisam de mim mais ainda. Você mudou minha vida para melhor. Descansa, meu bebê, ao lado de Deus. Lembrarei sempre deste seu sorriso lindo, as lembranças que agora ficam!".

A polícia ainda ouve testemunhas e busca provas, mas não divulga detalhes para não atrapalhar a investigação.

Fonte: Gaúcha

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