terça-feira, 4 de julho de 2017

Namorado deixa adolescente paraplégica em Xangri-lá e inventa que foi bala perdida

Policiais descobriram a trama e confirmaram que ele limpou a casa e escondeu a arma.

Homem de 20 anos ainda limpou as manchas de sangue, segundo a polícia - Foto: Polícia Civil

Um homem de 20 anos foi preso em flagrante por ter baleado a namorada, de 17 anos, na praia de Rainha do Mar, em Xangri-lá, no Litoral Norte. Inicialmente, ele garantiu que ela foi atingida por uma bala perdida, mas a versão parecia estranha para a Polícia Civil. O crime ocorreu na noite de segunda-feira (3).

Conforme a Polícia Civil, a investigação começou quando o próprio homem foi até a delegacia para registrar o acontecido com a namorada. Logo após, a polícia foi informada que a adolescente deu entrada em um hospital local com um tiro no pescoço, sendo depois transferida para Porto Alegre, onde foi constatado que ficou paraplégica.

Os policiais, então, foram até a residência onde o casal morava e fizeram uma perícia preliminar. Os investigadores olharam se havia alguma perfuração de fora para dentro na casa, mas nada foi encontrado. Enquanto isso, o namorado sustentava a versão da bala perdida.

"A história não fazia sentido. Aquilo já nos ligou o alerta", conta o delegado Roland Alexander Short, que atuou no caso.

Depois, os investigadores passaram a fazer buscas na casa, e encontraram a arma usada no crime, uma espingarda, escondida na caixa d'água. Com a localização da arma, os policiais foram até o hospital onde a vítima estava e a questionaram se o companheiro realmente atirou.

"Fomos bem diretos. Perguntamos se foi o namorado que botou o cano da arma no pescoço dela e atirou. Mesmo entubada, ela conseguiu mexer o pescoço, fazendo um sinal de positivo", descreve Short.

A Polícia Civil afirma que o homem limpou as manchas de sangue para tentar esconder os rastros. Em depoimento, ele não admitiu o crime e se reservou o direito de ficar calado. No entanto, anteriormente,quando os investigadores detectaram toda a trama, ele afirmou que atirou por besteira.

O nome dele não está sendo divulgado para preservar a vítima, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente.

GAÚCHA

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