sexta-feira, 16 de junho de 2017

Presos que abriram buraco em nova carceragem provisória cairiam em canil de rottweiler

Os detentos tentavam fugir do Instituto Penal Pio Buck, para onde foram levados após a desativação do ônibus-cela Trovão Azul

Presos usaram pedaços de ferro retirados de janelas para abrir o buraco - Foto: Divulgação /Divulgação

Os presos que abriram um buraco na nova carceragem provisória de Porto Alegre, que fica no Instituto Penal Pio Buck, na zona leste, na noite de quinta-feira (15), cairiam em uma linha de cães da raça rottweiler caso tentassem pular. De acordo com o Batalhão de Operações Especiais (BOE) da Brigada Militar, os animais, treinados para morder em caso de tentativas de fuga, provavelmente conseguiriam conter os fujões.

De acordo com o major Claudio Seoli, comandante da unidade, os presos usaram pedaços de ferros retirados das janelas para abrir o buraco no concreto. Enquanto os quatro detentos batiam na parede, parte dos outros 41 que estavam no local cantavam e falavam alto, na tentativa de abafar o som. O plano, no entanto, foi percebido por policiais.

Quando os PMs entraram, acontecia um motim. Alguns presos brigavam entre si. O comandante não sabe se aquilo era uma ação simulada ou se realmente eles estavam irritados uns com os outros.

"Ali ficam presos de diferentes frentes (facções), então podem ocorrer conflitos. Os policiais só não foram atacados por causa dos equipamentos que temos", comenta o comandante. 

O local onde os presos estão não é uma cadeia. É uma nova carceragem que veio para substituir o ônibus-cela Trovão Azul e amenizar o deslocamento de viaturas da Brigada para a custódia de presos. Quatro deles foram transferidos para presídios.

Depois do ocorrido, o comandante garante que vai reforçar o número de revistas e fazê-las em horários aleatórios. Antes, apenas um procedimento era feito por dia.

Na manhã desta sexta-feira, 45 presos estão no local. Outros três são mantidos em uma viatura da Brigada Militar.

Fonte: Gaúcha

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