quarta-feira, 14 de junho de 2017

Polícia esgota buscas e ainda não tem pistas do paradeiro da família desaparecida no Norte do RS

Principal suspeito do crime foi preso pela polícia, mas se manteve em silêncio.

Gol em que a família viajou foi encontrado carbonizado pela polícia - Foto: Fábio Lehmen /RBS TV

A Polícia Civil considera que esgotou todas as possibilidades de buscas à família desaparecida desde que viajou de Carazinho para se encontrar com um homem no município de Colorado, no Norte do Estado, no dia 24 de maio. O delegado Edinei Albarello acredita que as vítimas estejam mortas.

Desde o dia em que a polícia se mobilizou atrás de Márcia Cristina Johan, 50 anos, o marido Roberto Terres, 46 anos, e a filha do casal, Maria Elizabete Johan, 15 anos, diversas informações anônimas sobre a localização dos corpos chegaram, mas nenhuma se confirmou. Já foram feitas buscas no Rio Jacuí, em um açude, em um matagal e até foi refeito o itinerário do local do crime até a casa da família. A polícia chegou a usar uma retroescavadeira em um  terreno, porém novamente não obteve sucesso.

Na tarde de terça-feira, o homem apontado como principal suspeito do crime foi preso pela polícia. Flávio Diefenthaler Martins, de 47 anos, tinha mandado de prisão preventiva em aberto pela investigação e portava uma arma - que será periciada para ver se é a mesma usada nos disparos na fazenda onde a família desapareceu.

"Está um mistério esse caso. Esperava que o homem preso ontem nos ajudasse a encontrar os corpos, mas ele só disse que é inocente e que só fala em juízo. Nossa esperança é que alguma nova denúncia chegue", lamenta o delegado.

A polícia quer saber quem são os outros envolvidos no crime. O delegado garante que o autor não teria conseguido fazer uma ação complexa sem o auxílio de outras pessoas.

A investigação acredita que o plano dos bandidos tenha dado errado. Para os agentes, o fato de a esposa e a filha terem ido juntas atrapalhou os criminosos.

"Eles não esperavam que o vizinho que viajou junto conseguisse fugir. A gente acredita que eles (assassinos) também tenham sido surpreendidos pela presença da esposa e da filha", comenta Albarello.

Inicialmente, a polícia desconfiou do vizinho que havia viajado com a família. Ele avisou a polícia somente no dia seguinte a emboscada, informando que no momento que chegaram no local marcado para a venda de um carro a família foi atacada a tiros. No entanto, os agentes consideram a versão dele plausível.

O delegado tem dez dias para concluir o inquérito. Albarello afirma que segue buscando provas e novas testemunhas para elucidar o crime. A principal linha de investigação aponta para um acerto de contas do tráfico de drogas e que o alvo inicial era somente Terres.

Relembre o caso
No dia 24 de maio, a família saiu de Carazinho para supostamente comprar um carro em Colorado, distante cerca de 45 quilômetros. Foram no carro pai, mãe e filha, além de um vizinho, que retornaria dirigindo um dos veículos. Ao chegar no local, homens armados atacaram o carro da família, enquanto o vizinho conseguiu fugir.

O carro da família foi encontrado incendiado no município de Mormaço, próximo do local. Desde então, a polícia está mobilizada nas buscas aos corpos.

Fonte: Gaúcha

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