terça-feira, 30 de maio de 2017

Criança e jovem mortos em Santo Antônio da Patrulha não eram alvos dos assassinos, diz polícia

Polícia acredita que crime tenha sido executado por uma facção do tráfico de drogas de Porto Alegre para impedir crescimento de quadrilhas locais

Perícia apreendeu 93 cápsulas deflagradas de submetralhadoras no local - Foto: Estevão Pires /RBS TV

O delegado Valdernei Tonete, responsável pela investigação do ataque a tiros que deixou uma criança e um rapaz de 19 anos mortos em Santo Antônio da Patrulha, no final da noite dessa segunda-feira (29), confirmou que tio e sobrinho não eram quem os criminosos buscavam matar. Conforme o delegado, os bandidos não encontraram o alvo - um familiar das vítimas - e mataram quem viram na casa.

"Chegaram sem critério nenhum, nem olharam quem estava no local e atingiram quem estava lá. Tanto é que mataram uma criança de quatro anos. É o que nos choca muito", comenta o delegado.

A polícia acredita que mais de cem disparos de submetralhadoras tenham sido feitos pelo grupo. Ao menos três assassinos participaram do crime. Eles usaram um carro, de modelo ainda não confirmado, para chegar e fugir da casa na Rua Marechal Rondon, no bairro Madre Ana, onde aconteceu a execução.

A investigação trabalha com a hipótese de um crime ligado ao tráfico de drogas. De acordo com a apuração inicial, familiares das vítimas mantinham um ponto de tráfico de drogas no local. Para evitar o crescimento do grupo, uma facção de Porto Alegre teria cometido o ataque.

"Parece muito com ações de uma organização de Porto Alegre e Região Metropolitana nessa primeira impressão que fica. Ela já tem seu tentáculo fincado em Santo Antônio e no Litoral, e não queria deixar esses rapazes se 'criarem'", acredita Tonete.

As vítimas
O delegado diz que Pedro Ramon da Silva Conceição, de 19 anos, não tinha envolvimento com os crimes cometidos por familiares. Ele estava no sofá da casa, junto o sobrinho João Pedro da Silva Conceição, de quatro anos, por volta de 23h, quando foram baleados. Os dois não resistiram aos ferimentos. Um outro parente, de 55 anos, conseguiu escapar ileso.

A polícia ainda não sabe se os bandidos somente passaram atirando na frente da casa ou se chegaram a descer e invadir a residência. A investigação vai apurar se outro trio de bandidos apoiou os atiradores, já que havia um relato apontando para a presença de mais executores.

Ao longo do dia, a Polícia Civil deve ouvir testemunhas e outros familiares para tentar chegar aos assassinos.

GAÚCHA

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