sexta-feira, 21 de abril de 2017

Mãe teria mandado matar filha por ciúmes de padrasto

Francine Sins Matias da Silva, 13 anos, foi morta no feriado de Páscoa

Reviravolta no caso ocorreu após depoimento de padrasto - Foto: Reprodução /Facebook

A mãe da adolescente Francine Sins Matias da Silva, 13 anos, encontrada morta em um matagal no distrito de Rio Pardinho, em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, será indiciada por feminicídio (quando a motivação envolve violência doméstica ou discriminação de gênero) qualificado por asfixia e por oferecer recompensa pela morte. Geni Sins foi presa na madrugada desta sexta-feira. As informações são de Zero Hora.

O padrasto Ronaldo Santos, que foi detido na quinta-feira como suspeito de ter executado o crime, também será indiciado por feminicídio com as mesmas qualificadoras e por estupro de vulnerável. 
O assassinato ocorreu na sexta-feira santa, quando a menina saiu com o padrasto para comprar chocolates. O corpo de Francine foi encontrado pela Brigada Militar na manhã de sábado caído ao lado de uma árvore. O local, de difícil acesso, fica dois quilômetros distantes de onde ela morava com a mãe e Ronaldo.
Segundo a delegada Lisandra Carvalho, o padrasto confessou em depoimento que matou a adolescente a pedido de Geni e que, em troca, recebeu dinheiro para terminar de pagar uma moto.
Com base na declaração de Ronaldo, a polícia suspeita que a motivação do crime tenha sido ciúmes. Ele relatou que havia iniciado um relacionamento com a adolescente há cerca de um ano e que Geni suspeitava do suposto envolvimento dos dois. A mãe, por sua vez, nega participação no crime.

— Nós estranhamos o comportamento da mãe durante a investigação. Logo que a menina saiu de casa a mãe já movimentou a polícia e deu a entender que já tinha a filha como morta — disse Lisandra.

De acordo com a delegada, nenhum familiar havia procurado a polícia anteriormente para denunciar os abusos do padrasto. Uma professora da adolescente que conversou com a reportagem de Zero Hora no último fim de semana descreveu Francine como uma menina tímida e estudiosa.

— Ela era um exemplo em todos os sentidos. Meiga, dedicada, prestativa. Ajudava os colegas que não tinham o mesmo conhecimento, mesmo sendo muito tímida. Tinha notas boas em todas as matérias — contou a professora Mercedes Baumgarten.
A polícia aguarda o laudo pericial para concluir as investigações. 

Fonte: Zero Hora

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