quarta-feira, 19 de abril de 2017

Mãe é presa por exploração sexual da filha de 13 anos

Suspeito de estuprar a adolescente também foi preso.

A Polícia Civil prendeu, preventivamente, uma mãe investigada por exploração sexual da filha, de 13 anos, em São Francisco de Assis. A suspeita é que a mulher obrigaria a menina a se prostituir em troca de dinheiro de um homem que morava em Jaguari e que também foi preso. As identidades dos dois não foram divulgadas pela polícia para preservar a vítima.

De acordo com o delegado Marcos Viana, que responde interinamente pela delegacia de São Francisco de Assis, o Conselho Tutelar trouxe a informação do crime ao conhecimento da Polícia Civil e do Ministério Público.

– O que sabíamos, de forma preliminar, é que a mãe estaria obrigando a filha a se relacionar com homens de fora de São Francisco de Assis em troca de dinheiro. Esses homens seriam de Jaguari. Descobrimos que eles iriam até a casa duas vezes por semana. Para isso, pagavam R$ 250 por semana – relata Viana.

Um quarto chegou a ser construído no terreno da casa para que os abusos ocorressem – obra que teria sido feita com recursos dos próprios abusadores.

Depois que o crime foi descoberto, na última semana, a menina foi afastada da mãe e levada para um abrigo junto da irmã, uma criança, que não foi abusada, mas que teria sido incentivada pela mãe a manter relações sexuais com os homens que iram até a casa semanalmente.

– Nós ouvimos a vítima junto do Conselho Tutelar, e ela confirmou os fatos. Disse que estava sendo obrigada a ter relações com um cara. Que ele pagava ela, que entregava o dinheiro para a mãe. A menina disse que não queria fazer aquilo, mas a mãe disse que ela precisava entender que dali saia o sustento da família – conta Viana.

Os abusos teriam se estendido por pelo menos um ano. Na última quarta-feira, houve a prisão da mãe da menina. Na segunda-feira, um dos abusadores foi preso. A Polícia Civil descobriu que ele era conhecido da mãe, e que foi assim que o esquema foi viabilizado. A investigação apura ainda se houve o envolvimento de outras pessoas e se o abuso era cometido somente por esse homem. A vítima passou por exames, mas ainda não há laudos concluídos.

– Durante os depoimentos, a gente percebia o desespero dela. Não era raiva contra a mãe, era do nojo do cara. A gente notava que ela devia estar lembrando do que tinha passado. Agora, acabou – afirma Viana.

A mãe da menina e o suspeito de cometer os abusos foram levados para presídios da região. Durante os depoimentos, os dois permaneceram em silêncio, conforme o delegado. Eles podem ser indiciados por estupro de vulnerável – a mãe, como coautora. No entendimento do delegado Viana, a mãe se omitiu ao deixar de garantir a segurança da filha.

Fonte: Diário de Santa Maria

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu comentário. A livre expressão é um direito de todos desde que não haja ofensa,caso contrário será removido.