segunda-feira, 3 de abril de 2017

Engenheiro morto pela companheira em Farroupilha tinha iniciado namoro há um ano

Nolvi Francisco Baggio Filho, 33 anos, era diretor de Ensino do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) — Campus Farroupilha.

Engenheiro morto pela companheira em Farroupilha tinha iniciado namoro há um ano Reprodução/Facebook

Foto: Reprodução / Facebook

O que levou Alini Dré, 27 anos, a puxar o gatilho de um revólver e a matar o engenheiro e diretor de Ensino do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) — Campus Farroupilha, Nolvi Francisco Baggio Filho, 33 anos, ninguém sabe ao certo. Aos policiais militares de Farroupilha, na Serra, que atenderam à ocorrência na sexta-feira à noite, ela confessou a autoria dos tiros e alegou ciúmes, mas não deu detalhes. O casal estava junto desde fevereiro de 2016 e não demonstrava ter problemas no relacionamento.

— Não dava para imaginar que isso poderia acontecer. A gente deu tudo o que ele precisava e recebe ele, agora, com vários tiros no corpo — desabafou o pai, Nolvi Francisco Baggio.

Ele conta que o filho, apaixonado por futebol e torcedor do Inter, concluiu o Ensino Médio na pequena cidade de Paim Filho, município de 4 mil habitantes localizado na Região Norte e a 250 km de Farroupilha. Em seguida, mudou-se para a Holanda, onde ficou dois anos estudando. De volta ao Brasil, deu sequência à carreira acadêmica em Canoas, na Região Metropolitana, e bacharelado em Engenharia Elétrica pela Universidade Luterana do Brasil (Ulbra). Também se tornou mestre e doutor no mesmo curso, mas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). 

Engenheiro dando aula em FarroupilhaFoto: Reprodução / Facebook

Após seis anos em Canoas, foi tentar a vida em Farroupilha onde morava há cerca de sete anos. No município da Serra, passou a dar aulas e tornou-se diretor de Ensino do IFRS em 13 de abril de 2016.

O engenheiro foi sepultado neste domingo pela manhã em sua cidade natal. Permanecem morando no município sua mãe, seus avós e amigos como Antônia Terezinha Bertoldo, 63 anos. A aposentada conhece a família há mais de uma década. Inclusive, ajudou a cuidar de Baggio Filho quando ela ainda era criança.

— Ele me considerava a segunda mãe. Era um guri maravilhoso, carinhoso, bondoso. Estava sempre fazendo piada. É muito triste — disse.

O crime

Vizinhos acionaram a Brigada Militar por volta das 21h de sexta-feira após ouvirem barulhos semelhantes a tiros na residência do casal. Ao chegarem na casa indicada, na Rua Firmino Dalzochio, bairro Belvedere, os policias deparam com a mulher próximo ao corpo pedindo que chamassem a ambulância. Ela assumiu a autoria dos disparos aos PMs alegando ciúmes. Alini foi presa em flagrante e "reservou-se ao direito de se manifestar somente em juízo", disse o delegado Rodrigo Veiga Morale. Ela deve ser indiciada por homicídio.

— Nos disse informalmente que tiveram uma discussão. Não sabemos ainda ao certo o motivo. Ela não explicou — comentou o delegado, enfatizando que a arma utilizada no crime, um revólver calibre 38, estava registrada em nome de Baggio Filho.  

Arma utilizada no crime que matou o engenheiroFoto: Polícia Civil / Divulgação

Este foi o segundo homicídio do ano em Farroupilha. No primeiro, na segunda-feira passada, Alciones Callone, 59 anos, foi encontrado morto dentro de casa no bairro Santo Antônio. De acordo com o delegado Rodrigo Morale, a vítima levou golpes de machado na cabeça e teve o órgão genital decepado. A mulher dele, de 54 anos, foi encontrada desacordada. Ela foi encaminhada ao hospital de Farroupilha e, posteriormente, transferida para Porto Alegre. 

Segundo a investigação, ela ingeriu medicamentos  após cometer o crime. Familiares ouvidos pela polícia disseram que, em novembro, o casal já havia brigado e a mulher teria dado uma facada na vítima. Da mesma forma, conforme os relatos, ela ingeriu remédios após o fato e chegou a ficar internada. Na ocasião, Callone não registrou ocorrência.

Fonte: Zero Hora

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