terça-feira, 25 de abril de 2017

Após fuga, direção da Fase estuda adotar videoconferência para audiências

Medida ganha força após registro de segundo resgate de adolescente este ano.

Ainda não há pistas sobre o adolescente de 17 anos resgatado no final da tarde desta segunda-feira (24) por criminosos armados em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos. O jovem infrator retornava de uma audiência na cidade, escoltado por dois agentes em um veículo da Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (Fase), quando os bandidos interceptaram o trajeto em um carro. Os criminosos chegaram a atirar para o alto e ninguém se feriu. Em cumprimento ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a Fase não informa o motivo da apreensão do adolescente infrator.

Esse é o terceiro resgate de adolescentes sob escolta registrado pela fundação. O primeiro foi ano passado, em Porto Alegre, e o segundo ocorreu na segunda quinzena de janeiro deste ano, também na Capital. Nos dois casos, os adolescentes foram localizados. O surgimento dos casos preocupa a Fase. A direção trabalha para tentar adotar o sistema de videoconferência.

"Já tínhamos tido conversas informais com o Judiciário. As audiências por videoconferência são, hoje, a única solução imediata para debelar essa situação", defende o presidente da Fase, Robson Luis Zinn.

Conforme a legislação, as audiências de adolescentes preveem que os familiares sejam informados com antecedência sobre horário e local. Os agentes da Fase também não portam armas. Segundo estimativa da direção, são realizadas cerca de sete mil saídas de adolescentes por ano somente em Porto Alegre.

Fonte: Gaúcha

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