quarta-feira, 22 de março de 2017

Megaoperação combate decapitações ligadas ao tráfico de drogas na zona norte de Porto Alegre

Cid Martins/Rádio Gaúcha

Cid Martins/Rádio Gaúcha

A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quarta-feira (22) uma megaoperação na zona norte de Porto Alegre para combater o tráfico de drogas, com foco também em execuções que resultaram em 16 decapitações no ano passado. Em 2017 já ocorreram sete casos, a maioria na região dos bairros Mario Quintana e Rubem Berta, mas também na zona sul da cidade e em Alvorada. Cerca de 700 agentes cumprem 95 mandados judiciais.

Hoje, 18 pessoas foram presas. Durante a investigação, 16 suspeitos foram detidos. Dois dos alvos morreram. Nessa terça-feira (21), o líder de uma das facções, que havia sido preso anteriormente, foi transferido para um presídio federal da região Centro-Oeste do País, a pedido da Polícia Civil.

A ação é coordenada pelo Departamento de Investigações do Narcotráfico (Denarc) e tem como objetivo dar continuidade à apuração envolvendo crimes brutais em que os executores, além de decapitar as vítimas, gravavam imagens e depois divulgavam em redes sociais ou em grupos de Whatsapp.

“Foram várias execuções desse tipo em 2016 e deixamos eles (traficantes) pensarem que não estávamos indo atrás desta barbárie. Mas não, juntamos todos os vídeos, ligamos todos os fatos e agora estamos prendendo estes criminosos”, ressalta o delegado Mario Souza, diretor de Investigações do Denarc.

A polícia já tem, anexados ao inquérito, vídeos e fotos das decapitações que foram feitos pelos próprios executores, além de trocas de mensagens com ameaças ou recados anunciando as execuções para grupo rival que disputa pontos de venda de drogas na zona norte da Capital. São duas facções que atuam nesta área da cidade, com ações que repercutem em bairros próximos e em Alvorada.

A polícia fez várias buscas para encontrar até motosserras utilizadas pelos traficantes durante as decapitações. Em um dos casos, os integrantes de uma das facções gravaram a vítima, que estava amarrada, e mandaram o jovem dizer para os comparsas que o grupo seria derrotado. Além da execução brutal e gravada em vídeo, fizeram tortura psicológica exibindo facões e a uma motosserra durante a fala do rival.

Operação Imortal

A megaoperação foi denominada de “Imortal” e é oriunda de uma investigação que começou em fevereiro de 2016. São 70 mandados de busca e apreensão , incluindo sete coletivos com 250 casos para averiguação, e 25 mandados de prisão preventiva. Além dos 700 policiais, estão envolvidas 300 viaturas, canil e helicóptero.

O Denarc, com esta ação, fechou nesta quarta-feira diversos pontos de tráfico no Rubem Berta e no Mario Quintana, além de apreender armas e drogas. O delegado Souza diz que desarticulou mais de dez pequenas quadrilhas que atuam para ambas facções rivais, desde vendedores de entorpecentes até gerentes do tráfico.

Fonte: Caso de Polícia/ Cid Martins

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