terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Preso por morte de universitária em Erechim confessa crime e diz que matou para roubar celular

Suspeito tem 18 anos, é usuário de drogas e foi detido hoje.

Estudante foi morta a facadas após sair de apartamento em que morava - Foto: Reprodução /Facebook

Um suspeito de 18 anos foi preso nesta terça-feira (7) pela morte da universitária Carla Bernardo Chagas, 20 anos, ocorrida em janeiro deste ano em Erechim, no Norte do Estado. Ele admitiu o crime à Polícia Civil, e disse o ter cometido para roubar um smartphone.

Conforme o delegado Gustavo Ceccon, o preso é morador de rua e tinha como objetivo trocar o celular por crack. Ele conhecia a estudante, e a encontrou em uma distância aproximada de 50 metros do apartamento da família, no Centro do município.

“A motivação para o crime foi a subtração do celular da vítima. No primeiro momento, ela se negou a entregar o aparelho, quando o indivíduo desferiu duas facadas para levar o telefone, uma no abdome e outra no pescoço”, relatou o delegado.

Nas imagens de câmeras da região, os dois aparecem caminhando e conversando. O delegado diz que no momento em que eles chegaram em uma área mais escura, ele atacou a universitária.

Embora os indícios de latrocínio, a investigação vai apurar se o preso também tentou estuprar a estudante.


Homem confessou o crime. Foto: Polícia Civil/Divulgação.

Crime chocou cidade
Carla estudava Farmácia na Universidade Regional Integrada das Missões (URI) e não tinha antecedentes criminais. Pela forma que ocorreu, na região Central da cidade, o crime assustou os moradores.

"Erechim tem a violência crescente, como em todo o Estado, mas nem se compara com Porto Alegre. Aqui é tranquilo. Esse crime nos surpreende muito", destacou o delegado.

Em redes sociais, familiares de Carla lamentaram o assassinato.

"Hoje o sol não vai brilhar! Nossos corações estão explodindo de dor. A menina 'gateira' nos deixou, foi florir outros campos! Que teu riso solto alegre esse céu cinzento de hoje", postou uma prima da vítima no dia seguinte ao latrocínio.

O suspeito foi preso preventivamente, e não teve o nome divulgado.

Fonte: Gaúcha

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