sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Capital e fronteira gaúcha receberão ofensiva contra tráfico e assassinatos

Plano Nacional de Segurança foi apresentado nesta sexta-feira (10) no Estado.

Porto Alegre é a terceira capital a receber reforço no policiamento através do Plano - Foto: Mateus Ferraz /Agência RBS

A presença policial será ampliada em áreas com maior incidência de crimes em Porto Alegre e em seis cidades da fronteira. A medida foi anunciada nesta sexta-feira (10), a partir da adesão do Estado ao Plano Nacional de Segurança. Também serão destinados recursos para a construção de novos presídios e para reforçar a segurança nas instituições prisionais atuais. As ações iniciarão na próxima quarta-feira (15).

O Plano foi dividido em três eixos. O primeiro visa à redução de homicídios, feminicídios e violência contra a mulher. O segundo objetivo é reduzir o contrabando internacional de armas e drogas. O terceiro traz ações para a modernização do sistema penitenciário.

“Esse Plano não é um improviso, nem uma teoria. Esse plano tem história, vem desde maio (de 2016), é fruto de diálogo”, afirmou o ministro da Justiça e Segurança Pública em exercício, José Levi.

Porto Alegre é uma das três capitais escolhidas para o início das ações federais, ao lado de Natal (RN) e Aracaju (SE). O critério para a escolha das cidades se deu através dos índices de violência e pela presença da Força Nacional de Segurança. Os documentos assinados no Palácio Piratini são o Pacto Federativo pela Segurança Pública e um acordo de cooperação para atuação conjunta.

Policiamento

As áreas com maiores índices de criminalidade em Porto Alegre receberão o reforço de 600 agentes, 200 da Força Nacional de Segurança (71 já estão no Estado desde o ano passado) e 400 da Brigada Militar. Os brigadianos não sairão do policiamento ostensivo. Eles irão atuar em operações especiais após o horário de trabalho normal, ganhando horas extras. O custo de R$ 2,3 milhões ficará a cargo do Governo Federal. As ações nas ruas tem previsão de início na próxima quarta-feira (15).

A campanha de desarmamento ganhará fôlego com R$ 300 mil em valores para campanhas publicitárias e indenizações para quem devolver armas. Nesse eixo, as forças de segurança estadual e federal irão atuar em conjunto, a partir da troca de informações. A cooperação também vai ser realizada no auxílio em perícias e investigações.

Sistema penitenciário

O Estado será contemplado com R$ 100 milhões para a construção de casas prisionais e reaparelhamento das instituições existentes. Um presídio federal de segurança máxima com 208 vagas será construído com expectativa de entrega em cerca de dois anos. Ao todo, 12 cidades demonstraram interesse em contar com a penitenciária. O local escolhido deverá ficar na Região Metropolitana de Porto Alegre. Outro estabelecimento para cerca de 500 presos será construído. A gestão será do governo gaúcho. A cidade já foi escolhida, mas ainda não divulgada. Um terceiro local, também com 500 vagas, não integra o Plano, mas é esperado para os próximos anos a partir de permuta com o Grupo Zaffari. Os municípios que irão receber as obras serão anunciados até o final de fevereiro.

Ao todo, 12 instituições receberão bloqueadores de celular. Ainda há a previsão de compra de 14 veículos-cela, 433 tornozeleiras eletrônicas e 23 scanners corporais.

Fronteiras

Seis cidades da região fronteiriça do Estado ganharão sistemas de videomonitoramento. Ao todo, o Estado contará com 89 câmeras em pontos de entrada de contrabando de drogas e armas. Nas rodovias, 36 policiais rodoviários federais serão incorporados ao efetivo que atua no Rio Grande do Sul e um helicóptero será adquirido.

Fonte: Gaúcha

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