segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Após fogo em celas, presos são transferidos de delegacia em Canoas

Em Novo Hamburgo preso chegou a ser algemado na grade externa do prédio no fim de semana

Incêndio em sacolas plásticas dentro da cela levou policial ao hospital - Foto: Vitor Rosa /Rádio Gaúcha

Após um fim de semana com protestos, fogo e presos em viaturas, a Polícia Civil e a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) conseguiram transferir presos provisórios que estavam em delegacias da Região Metropolitana e do Vale do Sinos. O maior problema ocorreu na Delegacia de Pronto Atendimento de Canoas, onde os presos atearam fogo nas celas na tarde de domingo (6)ameaçaram matar outros detentos e uma policial passou mal por ter inalado fumaça.

Depois disso, sete presos foram transferidos ainda na noite passada. De acordo com o delegado Regional Cristiano Alvarez, cinco foram para Montenegro e outros dois para o Presídio Central. 

"Conseguimos transferir os presos que estavam mais exaltados e que estavam causando tumulto. Eles atearam fogo em plásticos e atiraram para o corredor. Após negociação, conseguimos controlar a situação", afirma Alvarez. 

Nesta segunda-feira (8), havia 16 presos na carceragem, que tem lotação para 20 pessoas. 

Vale do Sinos
Em Novo Hamburgo, a situação também estava mais tranquila na manhã de hoje, já que no domingo a Delegacia de Pronto Atendimento da cidade estava superlotada. Em um dos casos, os brigadianos algemaram um dos presos na grade externa do prédio, na calçada. Segundo os policiais, nem nas viaturas havia mais lugar. Na manhã de hoje, havia uma viatura com um preso em frente ao prédio. 

Em Porto Alegre, havia na manhã de hoje oito presos na 2ª Delegacia de Pronto Atendimento, no Palácio da Polícia, e um em um viatura da Brigada Militar. Já na 3ª DPPA, na zona norte da Capital, havia quatro presos na carceragem e dois sob custódia de PMs. Até o momento, a situação ainda estava controlável. O fato ocorre porque houve interdição parcial por parte da Justiça nos presídios da região devido à superlotação. 

Fonte: Gaúcha

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